Duas mortes de detentos em presídios de Minas são investigadas pela Polícia Civil
A Polícia Civil investiga duas mortes de detentos registradas no último final de semana na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os óbitos foram registrados em unidades de São Joaquim de Bicas e Ribeirão das Neves.
Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Hebert da Silva Gregório, de 31 anos, foi encontrado sem vida no último sábado (17/1) caído no chão do banheiro no Presídio de São Joaquim de Bicas I. “Informamos que todas as providências administrativas relacionadas ao óbito foram tomadas pela direção do presídio”, informou
Os policiais penais foram acionados por outros presos, encontrando o homem já sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte.
“Hebert possuía passagens pelo sistema prisional desde 2012, e estava admitido em Bicas I desde 25/6/2025”, completou a Sejusp.
A Polícia Civil informou que a perícia fez os levantamentos iniciais na unidade prisional. Um outro preso foi detido pelo homicídio. “O corpo da vítima, um homem de 31 anos, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, para exames. O suspeito, um homem de 24 anos, foi conduzido e ouvido por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. Na ocasião, a Autoridade Policial ratificou a prisão em flagrante, e o suspeito fica, então, à disposição do Poder Judiciário”, informou.
O caso é apurado pela Delegacia de Polícia Civil de São Joaquim de Bicas.
Detento achado desacordado na cela
Já na Penitenciária José Maria Alkimin, localizada em Ribeirão das Neves, na noite de sábado, a Polícia Penal encontrou o detento Alex Willian de Paula, de 31 anos, inconsciente. O Samu foi acionado e a morte foi confirmada pelos médicos.
“Alex Willian de Paula possuía passagens pelo sistema prisional desde 2014, e estava na Penitenciária José Maria Alkimin desde 24/11/2025”, detalhou a pasta.
Ainda conforme a Sejusp, a direção das duas unidades prisionais instauraram procedimentos internos para apurar as circunstâncias das mortes administrativamente. “As investigações criminais, em ambos os casos, são de responsabilidade da Polícia Civil”, concluiu.
Fonte: O Tempo

