Ex-Servidor do Judiciário Mineiro lotado no Fórum de Nanuque tem prisão decretada pela justiça

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A Justiça Criminal da Comarca de Nanuque, no Vale do Mucurí, expediu um mando de prisão por condenação, em desfavor de um ex-servidor da Justiça, lotado no Fórum desta mesma comarca.

Em meados do mês de abril de 2021, o ex-servidor foi preso preventivamente, contudo, a prisão foi revogada tempos após, sendo lhe concedido o direito de responder às acusações em liberdade. O mandado de prisão foi expedido em virtude do trânsito em julgado da sentença de 6 anos, 01 mês e 10 dias de prisão, por restar comprovado seu envolvimento em crimes contra a administração pública.

Segundo informações inseridas no BNMP (Banco Nacional de Mandados de prisão), o mandado foi inserido no sistema em meados do mês de fevereiro de 2026. Veja o mandado.

A justiça determinou ainda, que após tomar conhecimento da expedição do mandado de prisão, o sentenciado deverá comparecer espontaneamente ao presídio em até 24 horas para dar início ao cumprimento da pena. Ainda de acordo com os dados inseridos na página pública do BNMP, o prazo de validade do mandado é de 12 anos.

Entenda o caso

Na data de 14 de abril de 2021, um escrivão judiciário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi preso, durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público em Nanuque. De acordo com os órgãos que investigaram o caso, a prisão do servidor foi em virtude de fortes indíncios do seu envolvimento em corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, supressão de documentos públicos, e favorecimento ilícito, praticados dentro da secretaria do Fórum de Nanuque, onde trabalhava.

Na época dos fatos, diversos escritórios de advocacia da cidade foram alvos de mandados de busca e apreensão, inclusive a secretaria do fórum de Nanuque onde o acusado trabalhava.

Na época, a promotora de Justiça, Dra. Marianna Michelette da Silva, informou que as investigaçôes duraram seis meses.

“A responsabilidade dos envolvidos nesses crimes está sendo apurada no Inquérito Policial e deverá ser finalizada até a próxima semana, quando inicia o prazo do Ministério Público para o oferecimento da denúncia. Além da decretação da prisão preventiva, o Poder Judiciário afastou o servidor de suas funções e deferiu outras medidas cautelares”, explicou.