Crime eleitoral: Pastores evangélicos são presos em flagrante distribuindo dinheiro para supostos fieis em igreja
Pastores evangélicos foram presos em flagrante pela Polícia Federal (PF) dentro de uma igreja em Manaus (AM), no sábado (26), sob acusação de crimes eleitorais nas Eleições 2024.
Agentes federais encontraram R$b21.650 em espécie, fracionados em envelopes brancos numerados, lista de presença com 50 assinaturas de eleitores e equipamentos eletrônicos.
“Aparentemente, a entrega dos envelopes seguia um fluxo organizado, com a participação de membros da igreja, e havia forte indício de que se tratava de uma operação estruturada, em que o líder anotava os nomes, outro conferia e entregava o dinheiro”, disse a PF em nota.
Dois líderes da igreja foram presos em flagrante e outras três pessoas foram encaminhadas à Superintendência Regional da PF para prestar esclarecimentos. A PF não informou que candidato seria beneficiado com a compra de votos.
Os presos poderão responder pelo crime de corrupção eleitoral em liberdade, após pagamento de fiança. A compra de votos é crime previsto no código eleitoral, que prevê pena de até quatro anos de reclusão, mais pagamento de multa.
A corporação chegou à igreja por meio de denúncia anônima que dava conta de suposta reunião destinada somente a eleitores da capital, convocada por líderes religiosos, com a justificativa de “progresso para a comunidade”.
David Almeida (Avante) e Capitão Alberto Neto (PL) disputam o segundo da campanha pela prefeitura de Manaus.
Distribuição de combustível para eleitores
Também neste sábado, mas em Porto Velho (RO), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em postos de combustíveis relacionados à suspeita de compra de votos.
Os postos estariam distribuindo combustíveis de graça a eleitores em troca de votos para determinado candidato. Na ação foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos e documentos.
- A compra ou venda de votos, seja por meio de dinheiro, presentes ou qualquer tipo de favorecimento, configura crime eleitoral.
- Se condenado, o candidato pode, além de enfrentar multas, perder o registro ou ter seu diploma cassado.
A PF não divulgou qual candidato seria beneficiado com o esquema em Porto Velho, onde Léo (Podemos) e Mariana Carvalho (União Brasil) disputam o segundo.
Fonte: O Tempo