“Cleitinho Elétrico”: Governador eleito de MG, Cleitinho é músico e tem disco no Spotify

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Eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, Cleitinho Azevedo (Republicanos) já havia contado que entrou na política com um objetivo diferente do de comandar o estado: ficar famoso. Antes de disputar a primeira eleição, ele tentou seguir carreira na música, integrou uma banda de pagode e chegou a gravar um álbum com composições próprias.

Com 15 faixas, álbum lançado há cinco anos reúne músicas gravadas por Cleitinho antes da carreira política

Na época em que se apresentava em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, o republicano era conhecido como “Cleitinho Elétrico”. A rotina de cantor era dividida com o trabalho no sacolão da família. Ele também fez parte do grupo Brotos do Samba, no qual cantava ao lado do irmão gêmeo, Gleidson Azevedo.

Algumas das músicas daquela época continuam disponíveis na internet. No Spotify, o perfil Cleitinho Oficial tem o álbum “As Melhores do Cleitinho”, formado por 15 faixas. Na capa,  o político usa uma camiseta preta, com a escrita “A Favela Venceu“.

Entre as canções, estão: Bombril, Ouvindo Mamonas e No Fluxo Eu Tô Suave. Além de cantar, Cleitinho aparece nos créditos como autor e letrista da maior parte das músicas. As mais ouvidas são Opala do Cleitinho e Agarradinho que acumulam, no Youtube, cerca de 4 mil visualizações.

Álbum lançado há cinco anos tem 15 faixas e resgata fase musical do governador eleito de Minas

Álbum lançado há cinco anos tem 15 faixas e resgata fase musical do governador eleito de Minas

Em “Opala do Cleitinho”, ele canta: “Vou pra balada pra beijar na boca. Levo o meu Opala, as mina pira e fica louca. Meu Opala é ano 86, botei roda 15, dei um trato e rebaixei […] Vem, entra devagarinho no Opala do Cleitinho. Vem fazer bem gostosinho no Opala do Cleitinho”.

”Agarradinho” é um arrocha. “Ela quer dançar, a nova dança que eu vou lhe ensinar. É com Cleitinho, quebrando na swingueira, que é fácil de pegar”, diz um trecho.

Na sequência, ele canta: “Eu sou Cleitinho, sou festeiro. Arrocheiro que gosto de namorar. Ai, ai, ai, ai. Não tem tamanho, mas de bobo não sou nada. O Cleitinho vai dançar”.

Veja os nomes das faixas:

  • Bombril
  • Cachacencia/Espelho Meu
  • Ouvindo Mamonas
  • Opala do Cleitinho
  • Vem Meu Nenem
  • No Fluxo Eu Tô Suave
  • Alma Gêmea
  • Timidez
  • Xenhenhem
  • Kachorrão
  • Ratchatcha
  • Pentelho
  • Thururu
  • Vai Te Catar
  • Agarradinho

Em outra música, chamada Xenhenhem, Cleitinho canta sobre sair para “pegar geral”: “Tô solto na pista, louco pra atuar. Mamãe passou açúcar em mim, hoje eu vou reinar. Cabelo espetado, óculos espelhado. Polo no peito, perfume exalando. Vou chegar chegando, chegar causando. Vou multiplicar, quero pegar todas”, diz a letra.

Foi pelas redes sociais, inicialmente usadas para divulgar o trabalho artístico, que Cleitinho começou a ganhar projeção. Ele passou a publicar vídeos em que comentava problemas da cidade.

A primeira candidatura veio em 2016. Até então, Cleitinho sequer tinha título de eleitor e nunca havia votado. Ele regularizou a situação eleitoral para concorrer a vereador de Divinópolis e, naquele ano, deu o primeiro voto da vida em si mesmo.

Anos depois, Cleitinho afirmou que a vontade de ganhar visibilidade esteve entre as motivações para entrar na política. “Entrei na política para aparecer, não sou hipócrita. Nunca nem tive título de eleitor, só queria ser famoso”, declarou em entrevista.

Em 2018, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e, em 2022, avançou para o Senado. Dez anos depois de tirar o título de eleitor para disputar o primeiro cargo público, Cleitinho chegou ao governo de Minas.

Fonte: Metrópoles