Associação Médica de Nanuque requereu direito de resposta sobre matéria publicada pela imprensa local sobre suposto envolvimento de um profissional da saúde em um caso de filmagem indevida de paciente
Na tarde desta segunda-feira 22 de setembro de 2025-, representantes da associação médica da cidade de Nanuque, no Vale do Mucurí Mineiro, requereu através de notificação extrajudicial ( via escritório de advocacia)-, o direito de resposta acerca da matéria veículada no nosso portal de notícias sobre uma notícia crime registrada na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher de Nanuque-, sobre um suposto caso de filmagem indevida envolvendo um profissional da saúde local.
- No que se refere à materia veículada no nosso site-, cuida-se de fato verídico de fonte certa e respeitável dotada de proteção legal prevista na Constituição Federal de 1988, no Art. 5º, inciso XIV, que visa assegurar o livre exercício profissional, principalmente no jornalismo, garantindo o direito à informação e a liberdade de imprensa, que são fundamentais para a democracia. A lei estabelece que a quebra do sigilo só é permitida quando a fonte não for necessária ao exercício profissional, e não pode ser usada para proteger atos ilícitos-, que a nosso ver não é o caso.
Noutro norte-, razão lhes assiste quando pontuaram que as informações perpetradas pelos veículos de informação abrange toda classe médica-, gerando constrangimento aos profissionais médicos e desconfiança por parte da população local sobre estes profissionais, visto que trata-se de um suposto caso isolado, em tese, envolvendo um único profissional.
Cumpre ressaltar-, que ao recebermos as informações tratamos o caso com o máximo respeito e profissionalismo, suprimindo os nomes do suposto envolvido, da vítima e da instituição de saúde onde supostamente aconteceram os fatos. Analisamos detidamente a melhor forma de exercer o direito à informação sem macular a imagem de toda classe médica-, contudo-, assim como ocorre supostos desvios de conduta nas classes policiais-, políticas e até mesmo dentro do sistema judiciário-, não encontramos um meio de levar a informação de extrema relevância a público sem citar a profissão do suposto envolvido.
Conforme mencionamos acima-, tratamos o caso de maneira mais cortêz e profissional possível para evitar macular de maneira injusta a imagem de toda classe médica, visto que é de nosso conhecimento a seriedade e profissionalismo destes respeitáveis profissionais-, contudo-, em que pese nossos esforços para levar a informação a público sem macular a imagem dos demais profissionais, visto que trata-se de caso ainda em investigação dotado de sigilo de justiça-, não é de responsabilidade do Portal de Notícias Radar Vale do Mucurí a disseminação de informações complementares veículadas em grupos de whatsapp e/ou em outros veículos de comunicação.
Tivemos a ombridade de mencionar na nossa matéria-; que trata-se de um caso dotado de sigilo judicial-, tendo as partes envolvidas o direito à ampla defesa e o contraditório, tendo as informações o único objetivo de orientar e incentivar outras possíveis vítimas a procurar as autoridades e registrar os casos com pedido de providências. Nosso conteúdo foi publicado de maneira imparcial com espeque nas informações recebidas com recomendações de sigilo total sobre os nomes dos envolvidos e da instituição onde supostamente ocorreram os fatos.
No que se refere àos demais profissionais da classe médica local-, o Portal de Notícias Radar Vale do Mucurí solidariza com estes profissionais-, e desde já informamos que trata-se de profissionais de fino trato-, e a nosso ver, o caso em tela cuida-se de suposto fato distinto e isolado ainda em investigação. Pontuamos que a imprensa e a população local não deverá agir de maneira especulativa com o fito de disseminar “fofocas” para macular a imagem dos demais profissionais.
Pontuamos ainda-, que nossas matérias tem objetivo irrestrito de dar publicidade às informações de interesse público visando estritamente apoio à polícia e à justiça-, visto que-, independente da raça, cor, etnia, classe profissional ou social a lei prevalece para todos-, e-, se algum profissional que seja da classe médica-, policial-, política ou qualquer outra classe se envolvam notícias crime-, nenhuma delas é dotada de proteção legal para suprimir as informações sobre suas profissões.
Segue o inteiro teor da notificação extrajudicial enviada pela assessoria jurídica da classe médica local.



